Coleta
seletiva de lixo
A
coleta seletiva de lixo é a maior aliada da reciclagem. Tudo começa
com a separação dos materiais recicláveis na fonte geradora, ou
seja, no próprio local onde são produzidos. Após a separação,
os materiais são coletados.
Cada
morador do edifício residencial e cada funcionário do edifício
comercial tem que se orientado quanto a importância da separação
do lixo.
Este
sistema facilita a reciclagem, porque os materiais estarão mais
limpos e, consequentemente, com maior potencial de reaproveitamento.
A separação na origem pode ser feita de diferentes maneiras e
dependendo de diversos fatores, entre eles: o tipo de material
produzido e descartado em maior quantidade; a existência de mercado
consumidor para cada material a ser separado. Estas e outras condições
influenciam as formas de separação, porém as mais usuais são ilustradas
a seguir.
Como
implantar a coleta seletiva em edifícios
Antes
de introduzir a coleta seletiva nos edifícios é fundamental atentar
para as condições de higiene e limpeza de suas dependências. Ensinando
os moradores ou funcionários a "olhar em volta" para perceber
problemas ambientais e adotar atitudes práticas que contribuam
para resolve-los, como jogar o lixo no lugar certo e realizar
a coleta seletiva, fazendo-os ver que com isso estão cumprindo
um importante papel na melhora da qualidade de vida.
Estratégia
de implantação
O
sucesso de um projeto como este depende da sensibilização
de todos os moradores ou funcionários; da clara demonstração
de apoio do Sindico, Administradora ou Diretoria; do entusiasmo
do coordenadores; da adesão do pessoal de limpeza; e da identificação
dos mercados locais para os recicláveis.
Para
isso, recomenda-se:
- reunir o maior número de informações sobre o tema;
- conversar com profissionais da limpeza urbana e de meio ambiente
para conhecer em profundidade a realidade do saneamento e a reciclagem
do município;
- fazer levantamento da situação atual de acondicionamento e coleta
de lixo no edifício;
- promover reuniões com os coordenadores, encarregados de limpeza,
etc., para discutir a organização da coleta seletiva;
- discutir com os moradores ou funcionários, integrando o assunto
ao cotidiano;
- contatar uma entidade que fará a retirada regular dos recicláveis.
Planejando
a Coleta
No
planejamento da coleta seletiva devem ser observados os seguintes
aspectos:
- Quem faz a coordenação?
- O que fazer com o material separado?
- Que tipo de coletores poderão ser usados?
- Qual a quantidade de recipientes coletores?
- Onde e como armazenar até a data da coleta?
- Quem retira o lixo separado pelo edifício?
- Como controlar a coleta?
- Qual a freqüência da coleta?
- Que tipo de retorno o edifício poderá receber?
- Como se dá a participação dos moradores e dos funcionários?
- Pode-se organizar a coleta com edifícios vizinhos?
Implantando
a coleta seletiva
Observadas
e cumpridas as orientações do planejamento, basta marcar o dia
de início da coleta e programar algum evento para chamar a atenção
de todos os moradores ou funcionários. E bom trabalho.
Avaliação
e Manutenção
Mais
importante que a implantação é a manutenção do programa. Para
garantir a continuidade da coleta seletiva, os coordenadores deverão
realizar o acompanhamento das diversas etapas bem como a avaliação
dos dados obtidos na sua implementação. As observações devem ser
anotadas para serem debatidas em reuniões sistemáticas com os
coordenadores e responsáveis.
As
respostas às questões abaixo servirão para auxiliar em eventuais
correções de rumo ou até mesmo na ampliação do projeto:
- A periodicidade da coleta é respeitada?
- O número de coletores é satisfatório?
- O número de pessoas envolvidas é suficiente para separar e armazenar
o lixo?
- O local de armazenagem atende às condições mínimas de tamanho,
higiene e segurança?
- Há envolvimento satisfatório de todos os moradores ou funcionários?
- Observa-se melhoria nas condições de limpeza do edifício?
- Outros edifícios estão interessados em participar do projeto?
- Verifica-se absorção dos conceitos de Redução, Reutilização
e Reciclagem?
- O destino dos recursos é tornado público?
- As pessoas envolvidas participam das avaliações?
A expectativa financeira
O
resultado financeiro da coleta seletiva normalmente é baixo e
o valor aferido normalmente é distribuído entre os funcionários
envolvidos, seja em dinheiro, seja em forma de utensílios que
são comprados. Damos abaixo o exemplo verificado num edifício
com 100 apartamentos na cidade de São Paulo, no ano de 2000. Os
dados referem-se a média diária no terceiro trimeste.
Edificio
com 100 apartamentos = 370 pessoas.
| Material |
kg/dia
|
kg/mês
|
R$/kg
|
R$/mês
|
| Papel
e Papelão |
50
|
1500
|
0,10
|
150,00
|
| Plásticos |
18
|
540
|
0,20
|
108,00
|
| Metais |
9
|
270
|
1,05
|
283,50
|
| Vidros |
8
|
240
|
0,30
|
72,00
|
| Total |
85
|
2550
|
|
613,50
|
Resultado Financeiro no ano = 7.362,00
Conclusão
A
reciclagem de materiais muito mais que o resultado financeiro
significa a preservação do meio ambiente, com conseqüente ganhos
na qualidade de vida de todos.
Fonte:
Hydrapower do Brasil Ltda.
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