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Violetas
1.
Descoberta em 1892 pelo pesquisador e barão alemão Walter Von Saint
Paul, nas montanhas do nordeste da Tanzânia, a violeta-africana
é hoje uma plantinha muito popular no Brasil. Não é de espantar
a quantidade de variedades que encontramos na hora de comprar um
vasinho: os inúmeros processos de hibridação, realizados ao longo
dos anos, resultaram em 18 espécies com cerca de 6 mil variedades!
Além da popularidade, existem outras características interessantes:
as violetas-africanas são fáceis de cultivar e não ocupam muito
espaço, podendo colorir e enfeitar qualquer ambiente, desde que
sejam atendidas suas necessidades básicas.
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2.
Embora os vasinhos de plásticos sejam mais charmosos e há quem
tenha sucesso até com o cultivo em xaxins, as violetinhas vão
bem mesmo em vasos de barro. Eles absorvem o excesso de umidade
que pode até apodrecer as raízes da planta. |
3.
O melhor vaso é o de barro. Deve ter um furo na base, para a drenagem
da água das regas. Antes de receber a muda, é conveniente mergulhar
o vaso em algumas horas para com as paredes úmidas, assim o material
não roubará a umidade do solo.
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4.
Faça uma camada de drenagem no fundo do vaso, colocando um pedaço
de cerâmica sobre o orifício e encha o vaso com a terra. Pode
ser usada uma mistura com duas partes de terra de jardim, duas
de terra vegetal e uma vermiculita. Plante a muda, centralizando
a raiz e molhe até a água escorrer para o prato. Jogue o liquido
fora e regue novamente. |
5.
O melhor local é aquele com boa luminosidade, mas sem incidência
direta dos raios solares. A temperatura ideal para as violetas varia
de 22 a 24 graus centígrados - o mínimo é 15 graus e o máximo 30.
Com pouca luz, elas não florescem; com muita, são capazes de florescer,
mas suas folhas ficam queimadas nas bordas.
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6.
A luz solar filtrada pelo vidro de uma janela, por exemplo,
e temperaturas em torno de 25 graus C formam o ambiente ideal
para a planta. Se for colocar o vaso no parapeito da janela,
uma boa dica para garantir o crescimento simétrico da violeta
é ir virando o vaso, semanalmente, obedecendo sempre o mesmo
sentido. |
7.
O maior pecado é molhar a copa e as folhas da violeta. Para que
não apodreçam, o melhor é colocar água no pratinho. Cuidado, no
entanto, para não afogá-las, já que respiram pelas raízes.
No verão, molhe duas vezes por semana e no inverno, uma vez só.
A cada mês, faça uma rega por cima, deixando que a água leve embora
os sais minerais que concentram sobre o solo prejudicando-o. Importante:
ferva a água ou deixe descansando um dia para que o cloro, tão odiado
pelas violetas, evapore.
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8.
Para a adubação, alterne os fertilizantes orgânicos (origem
animal ou vegetal, como esterco e farinhas de osso e de peixe)
com os inorgânicos (derivados do refino do petróleo ou de extrações
minerais). O NPK (nitrogênio + fósforo + potássio) é um fertilizante
inorgânico apreciado por essas plantas. Vem no teor desejado
e você pode optar pela composição 10-10-5. |
9.
Quanto às pragas, os pulgões e ácaros são os inimigos mais
comuns. Prepare uma mistura com 200 gramas de fumo de carda 2 litros
de água. Mexa e coe. Acrescente mais 2 litros de água e pulverize
quinzenalmente.
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10.
Para fazer a propagação, há vários métodos. Um bem simples,
que pode ser feito com plantas de mais de uma copa, consiste
em deixar secar a terra do vaso e depois remover a touceira.
Divida-a em partes menores e replante num outro recipiente.
Mesmo sem raiz, a muda poderá ser plantada e dará origem a uma
nova violeta. |
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