Acupuntura - o equilíbrio na saúde

Na matéria anterior, Acupuntura - introdução, falamos do conceito de polaridade (Yin e Yang) em que se baseia a prática da Acupuntura, cujo objetivo é curar as doenças através da aplicação e manipulação de agulhas finas, que são introduzidas em alguns pontos específicos do corpo humano, situados em meridianos nos quais circula a energia.

Além do conceito de polaridade, outras regras devem ser aplicadas, possibilitando identificar a causa do desequilíbrio. Uma delas, conhecida por regra dos cinco elementos, explica todas as patologias pela interação dos elementos: água, madeira, fogo, terra e metal. O equilíbrio dos 5 elementos deve ser visto como algo dinâmico, que se modifica a cada emoção, a cada fase do dia, a cada fase emocional da pessoa, de acordo com as estações do ano, influenciado pelo tipo de alimentação, das cores que se usa e do tipo de ambiente que se vive e frequenta. Qualquer modificação em qualquer nível (emocional, mental, físico,energético, alimentar, etc.) provocará alteração correspondente nos cinco elementos, conforme as leis que os regem. Cada elemento refere-se um órgão, uma vícera, um tipo de emoção, e tem ligação com um tipo de sabor, uma estação do ano, estando ligado a um tipo de polaridade (Yin ou Yang).

Conhecendo estas leis, é possível detetar o desequilíbrio e previnir ou tratar a doença.

Vale lembrar que a Medicina Tradicional Chinesa visa, através da correção do desequilíbrio energético, previnir as doenças, e que o profissional desta área faz somente o diagnóstico energético, cabendo o diagnóstico clínico ao profissional de medicina.

A Acupuntura é reconhecida pela OMS (Oprganização Mundial de Saúde) como um método alternativo para tratamento de algumas doenças e sintomas como: dores na coluna, torcicolos, lombalgia, dor ciática, enxaquecas, dismenorréia, asma, bronquite, gastrite, paralisia facial, depressão, insônia, obstipação, rinite, etc.

Dependendo do paciente, poderão existir reações eventuais à Acupuntura, como tontura e mal estar na aplicação das agulhas, sonolência ou relaxamento após a aplicação, ou aumento da diurese após a aplicação. A duração e a frequência do tratamento vão depender da involução da doença. Mas, em geral, são feitas de uma a duas aplicações por semana e de cinco a dez aplicações no total. Em casos especiais, não é dispensável o tratamento médico, agindo a Acupuntura, como terapia e tratamento de apoio.

Maria de Fátima Silva (acupunturista licenciada e shiatsuterapeuta)

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